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Inovação Tempo de leitura: 2 minutos

A crescente procura por tratamentos desenvolvidos para a microbiota da pele

Indústria da beleza investe em novas tecnologias para a criação de cosméticos voltados ao microbioma cutâneo

Por: Almir

O corpo humano abriga mais de um trilhão de bactérias e microorganismos responsáveis ​​pelo sistema imunológico interno do corpo, bem como por nossa barreira protetora da pele. E esse assunto nunca foi tão discutido quanto agora.

A palavra microbioma – também conhecida como microbiota – foi indiscutivelmente o tema do setor da beleza em 2019. Após dois anos, os cuidados com a pele focados nos microrganismos que habitam o corpo continuam a ser amplamente citados como uma das principais tendências da cosmética.

O site Connect in Cosmetics ressalta em uma publicação que as pesquisas sobre o tema no Google ultrapassam 10.000 buscas por mês em 2020. Além disso, segundo previsões da CAGR (Compound Annual Growth Rate), ou taxa de crescimento anual composta, o crescimento do setor da beleza deverá ser de 19% no período de 2020 a 2027.

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O importante papel do microbioma para a pele

Mas, apesar de ser um assunto quente na comunidade da beleza, os cuidados amigáveis com a pele e seu microbioma, ainda tem muito o que avançar. Embora os influenciadores da beleza sejam receptivos à ideia da pele como um ecossistema vivo, os consumidores ainda estão um tanto quanto apreensivos com a narrativa dominante de que as bactérias são “más”.

Essa ideia ganhou força por causa da pandemia do Covid-19. Desde o início de 2020, os consumidores – por total necessidade – têm lavado as mãos e usado máscaras com uma frequência nunca antes vista. Embora essas práticas sejam úteis e primordiais na prevenção da propagação do coronavírus, há que se ter cuidado com excessos, pois retirar os óleos naturais e as bactérias protetoras da pele tem um impacto direto no microbioma, podendo acarretar em doenças comuns como eczema e acne. 

Na verdade, o microbioma da pele é como um centro de controle ou uma força vital da barreira. Os microrganismos são responsáveis por proteger a pele de patógenos (organismos que podem causar doenças), controlar a imunidade, a absorção de nutrientes e apoiar a barreira cutânea. 

Quanto mais natural, melhor

Os micróbios desempenham um papel extremamente importante na saúde da nossa pele e vivem em perfeita simbiose. No entanto, a pele está continuamente sujeita ao estresse de nossa dieta alimentar e fatores ambientais, como a poluição. Além disso, quando removemos os micróbios presentes na superfície da pele por meio de limpeza e esfoliação excessivas, o ecossistema da pele corre o risco de se desequilibrar. Quando isso acontece, ficamos sujeitos a doenças.

Uma das premissas desse movimento sobre o microbioma cutâneo é disseminar a ideia de que para mantê-lo saudável é necessário focar em cosméticos que não prejudiquem o equilíbrio natural da pele. Isso reforça o movimento da beleza limpa, o uso de ativos naturais e reflete a tendência em rotinas de cuidados como o skinimalism.

Sempre atenta às novidades, a indústria da beleza tem desenvolvido tecnologias e investido em conhecimento científico sobre a microbiota da pele, que é única para cada indivíduo, como uma impressão digital. 

Algumas marcas já anunciam produtos com ativos recém-descobertos como anti inflamatórios que prometem atuar como um calmante; um complexo sinérgico de extratos lipofílicos de manuka, pimenta preta e magnólia para o couro cabeludo; e até óleo de canabidiol (também conhecido como CBD), que promete um tratamento completo para pele oleosa.