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Cuidados Tempo de leitura: 3 minutos

A importância da água e dos cosméticos para a hidratação da pele

Cientista da Oxyeau explica o porquê é importante complementar o consumo de água com o uso de produtos sustentáveis

Por: Almir

O corpo humano é constituído por 70% de água, ou seja, a substância está inserida diretamente na nossa existência e necessidade de sobrevivência. Por isso, consumi-la é tão importante para a constituição de nossa fisiologia e, consequentemente, para a funcionalidade da pele. 

Recentemente, um estudo foi conduzido para avaliar os efeitos da água na dieta sobre a hidratação da pele epidérmica em mulheres saudáveis com idade entre 22 e 34 anos. O resultado foi a comprovação de que “o aumento da ingestão de água na dieta regular pode afetar positivamente a fisiologia normal da pele, por seu comportamento hidratante e biomecânico”.

Veja aqui a pesquisa 

Diante disso, porém, um questionamento se torna  inevitável: por que usar cosméticos se a água resolve a hidratação da pele?

A cientista Alexandra Bazito, especialista em sustentabilidade e desenvolvimento de produtos e co-criadora da Oxyeau, – marca pioneira em tecnologias de formulações cosméticas compostáveis – responde que não há problema em fazer uso de hidratantes desde que o consumo seja feito de uma forma adequada e consciente. “Beber água e comer corretamente fazem parte do processo natural de nossa fisiologia, assim como a necessidade de limpeza e bem-estar”, explica, ressaltando que a hidratação da pele vem de dentro para fora. 

“Se não bebermos água não adianta usar qualquer cosmético, independente da promessa que lhe contem.”

A pele precisa de boa qualidade de ar, água e nutrientes para se manter saudável

A hidratação natural da pele, no entanto, pode ser complementada com a utilização de produtos que utilizam componentes naturais, como cremes, séruns ou loções que não trazem em suas composições materiais que provocam toxicidade, dor, irritação ou outros tipos de sofrimento. “Podemos escolher consumir apenas o essencial para pele, e isso significa usar ativos que trazem vida e respiração para nossa microbiota”, aconselha Bazito. 

Para manter a pele saudável não é necessário usar cosméticos com alta porcentagem de ativos que, muitas vezes, só servem para trazer mais problemas do que resultados. Isso acontece porque muitos ingredientes podem causar irritação, vermelhidão ou até mesmo alergias.

Fique atento aos sinais de desidratação da pele

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), um dos primeiros sinais da desidratação corporal se dá na pele e nas mucosas. Isso acontece porque, entre as células epiteliais, se encontra um líquido intersticial que ajuda na sustentação da pele, entre outras funções. A falta de ingestão de água, então, acaba deixando a pele ressecada, áspera e sem elasticidade.

Beber água ajuda a hidratar, dar firmeza, absorver nutrientes não só benéficos para a pele, mas para todo o organismo, além de favorecer a excreção de toxinas (que podem acelerar a ação do tempo). 

A pele naturalmente produz uma barreira lipídica para evitar a perda de água por fatores externos, tais como banhos quentes prolongados, tabagismo, consumo de álcool, exposição excessiva ao sol, entre outros. Mas para uma pele saudável, não basta apenas beber água, mas também usar produtos adequados para repor essa barreira. 

Por isso, a hidratação da pele com cosméticos é indicada até mesmo para a oleosa. A diferença está na textura do produto: enquanto na pele oleosa o produto deve ser mais leve, como gel ou sérum, na pele normal e a seca pode ser mais consistente, como uma loção cremosa ou creme. E, para intensificar a ação dos cosméticos, é necessário fazer a remoção de células mortas (com esfoliante natural sem microplásticos), o que ajuda na absorção dos ativos.

Hidratação demais, também, pode ser prejudicial à pele

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 2 litros de água diariamente. Já o guia “Diretrizes de alimentação para americanos” indica uma ingestão entre 2,7 litros e 3,7 litros; e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos incentiva o consumo diário de 2 a 2,5 litros.

O mais recomendado, no entanto, é que seja feita uma avaliação pessoal e individual (de preferência sob a orientação de um médico) já que o consumo de água depende de vários fatores: estrutura física, peso, altura, idade, atividades físicas, alimentação e clima do  ambiente onde se vive. 

Hidratação em excesso, também, pode ser prejudicial. Uma matéria publicada no portal do Dr. Dráuzio Varella, sugere um método curioso para conferir se a quantidade de água consumida está sendo o suficiente para o seu organismo: observar a frequência e a cor da sua urina. O ideal é que ela tenha a coloração amarela-clara.

A publicação aconselha, ainda, que se a urina estiver amarelo-escura e com odor forte, é sinal de que está ingerindo pouca água. Por outro lado, se estiver urinando muito e o líquido estiver límpido e transparente, provavelmente a pessoa está ingerindo água em excesso. A hidratação em excesso pode causar diluição do sangue e, em casos extremos, do sódio no organismo, a hiponatremia. 

“Respeitamos a inteligência de todos e, como seres humanos, sabemos por auto-observação o que nos traz benefícios. Não precisamos de milagres ou promessas. Apenas precisamos nos observar, respirar, beber água e consumir com inteligência”, aconselha a cientista Alexandra Bazito.