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Cuidados Tempo de leitura: 2 minutos

As diferenças entre Clean Beauty, Green Beauty e Blue Beauty

Entenda cada um dos termos

Por: Almir

Após uma onda de consciência com a – ainda incerta – proibição de sacolas de supermercados e diminuição do uso dos canudos de plástico, já se percebe algumas mudanças na forma de consumo de produtos de beleza.

Desta maneira, também se nota um movimento ecológico mais forte voltado para a compreensão do que se deve levar na necessaire, tanto por dentro quanto nas próprias embalagens. E é por essa fomentação de autoconsciência que surgem alguns termos que têm por intuito denominar esse movimento do mercado cosmético.

Um termo, um conceito 

Você  já ouviu falar em Clean Beauty, Green Beauty e Blue Beauty?

Quem procura por uma transição para a beleza limpa, livre de substâncias tóxicas, certamente, está familiarizado com esses verbetes. Mas é necessário entender um pouco mais sobre essas expressões adotadas pela indústria da beleza.

Entenda a diferença:

Clean Beauty – Beleza limpa, na tradução literal para o português. O movimento – considerado o conceito do momento na indústria cosmética –  está associado à defesa da beleza natural, o consumo consciente e o respeito à natureza, da produção até o descarte de itens cosméticos.

A clean beauty se traduz em um estilo de vida que rejeita tudo o que é tóxico à saúde humana e ao planeta.

Green Beauty – O termo também pode ser traduzido como ‘beleza verde’, pois é exatamente da natureza que são extraídos os insumos que compõem esse tipo de cosmético, que se propõe a não utilizar ingredientes sintéticos.

O Green Beauty está voltado para todos os processos que envolvem a cadeia produtiva de cosméticos, desde a transparência da origem das matérias e seus critérios de obtenção de fontes renováveis, às condições de descarte sob o olhar de responsabilidade social.

Blue Beauty  – O termo surgiu para conscientizar sobre os cuidados após o uso dos cosméticos e suas condições de descarte. O movimento visa minimizar os impactos à rede hídrica e, particularmente, aos oceanos. Isso diz respeito não somente ao plástico gerado, mas também aos ingredientes utilizados nos cosméticos, seja em compostos químicos da formulação, seja na extração de derivados do mar como esqualeno e algas marinhas.

Fique atento

É importante salientar que no Brasil, os cosméticos são regulados pela Anvisa. Logo, todo cosmético produzido em território brasileiro, assim como seu local de produção, devem seguir as regras e normas determinadas pela vigilância sanitária.

O problema é que, como não existe uma definição legal ou oficial sobre esses tipos de cosméticos, as marcas têm a liberdade de interpretar os significados de acordo com suas próprias convicções – e, muitas vezes, faltam ferramentas e informações para que o público consumidor identifique o conceito do produto além do rótulo.

Existe o conhecimento da indústria e existem as certificações que tem suas próprias avaliações do que é ou não permitido dentro de cada conceito.  Para garantir a beleza limpa é necessário que as fórmulas dos cosméticos contenham apenas ingredientes seguros e não tóxicos. Parabenos, ftalatos e sulfatos,  por exemplo, estão fora de uma lista green por serem substâncias químicas prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.

Um cosmético só pode ser considerado um produto natural ou orgânico se atender às exigências e padrões estabelecidos por órgãos normativos, mas nem sempre, mesmo certificados, podem ser considerados seguros.

O melhor conselho é procurar listas de ingredientes proibidos por organizações confiáveis ou, ainda, consultar a lista de insumos proibidos pela União Europeia.