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Inovação Tempo de leitura: 3 minutos

Como a Covid está mudando o mundo da beleza

Pesquisa examina os prováveis ​​efeitos do COVID-19 na indústria da beleza

Por: Almir

Um artigo realizado pela Business Green examina os prováveis efeitos da COVID-19 para a indústria da beleza nos próximos meses. Baseada numa pesquisa de opinião realizada pela empresa de consultoria americana, McKinsey, a publicação discorre sobre como a crise pandêmica pode mudar a relação do consumo a longo prazo – e como varejistas, estratégias de venda e os investidores podem se adaptar a essa nova realidade de consumo global.

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O setor da beleza (incluindo cuidados com a pele, cuidados com os cabelos, fragrâncias e produtos de cuidados pessoais) foi diretamente impactado pela crise mundial do COVID-19. A indústria de beleza mundial gera $500 bilhões de dólares em vendas por ano e milhões de empregos, direta e indiretamente.

As vendas de produtos do primeiro trimestre de 2020 foram fracas, mas o setor respondeu positivamente à crise e já apresenta crescimento. A pesquisa garante que as perspectivas de curto prazo para o setor são as melhores possíveis. Mesmo com as restrições, as empresas se mostraram resilientes e têm crescido de forma constante e criado gerações de consumidores fiéis.

Beleza delivery

A McKinsey explorou cenários para a economia nos próximos anos, com base em tendências epidemiológicas e a eficácia de decisões na política econômica. Além disso, a consultoria cita dois fatores-chave para a recuperação do mercado: onde e como os produtos de beleza estão sendo vendidos e o que está sendo comprado.

Com as medidas de isolamento social impostas, houve um aumento significativo das vendas on-line. O consumidor mudou a forma de comprar e usar produtos, se tornando mais exigente com as suas escolhas.

Com a reabertura gradual do comércio, os varejistas e marcas tiveram que se adequar ao mundo digital (e-commerce) e se reinventar para atrair consumidores. Uma das formas encontradas foi o marketing de promoções para limpar os estoques. Em um movimento atípico, várias marcas de prestígio estão oferecendo atrativos descontos e competindo com lojas de departamentos.

Tendência de Autocuidado

Para recuperar o tráfego de clientes, as empresas também estão investindo em produtos de cuidados pessoais. Com o advento do home office e o uso de máscaras protetivas, tornou-se menos importante usar maquiagem e fragrâncias, o que provocou uma queda natural na venda desses produtos.

Estima-se que quando os consumidores retornarem ao trabalho, muitos continuarão a usar máscaras, retardando ainda mais o uso de maquiagem. Uma possível exceção, porém, serão makes e produtos de tratamentos para uso na parte de cima do rosto.

Para se ter uma ideia, na China, a Alibaba informou que as vendas de cosméticos para os olhos aumentaram 150 por cento, mês a mês, durante o mês de fevereiro de 2020.

Por outro lado, produtos de cuidados com a pele, cabelos, banho e corpo se beneficiam de tendências de autocuidado. Houve um aumento generalizado na venda de sabonetes, velas, produtos de aromaterapia, desintoxicação da pele e cuidados com unhas e cabelos.

Outra tendência notável é o aumento do conceito “faça você mesmx” (DIY). Como muitos salões e spas fecharam, consumidores se acostumaram ao autocuidado. E, mesmo com a reabertura de alguns centros de beleza, estão renunciando a serviços por preocupações com o contato físico próximo. Como resultado dessa nova realidade, houve um aumento na venda de tinturas de coloração e máquinas de cortar cabelo, kits de manicure/pedicure e produtos para cuidados da pele.

Os consumidores ao redor do mundo estão mostrando, com suas ações, terem encontrado conforto nos prazeres simples como o autocuidado. A definição do que é beleza está se tornando mais global, expansiva, consciente e atrelada a sensação de bem-estar. O estudo prospecta que pós-pandemia, provavelmente, estas tendências não mudarão – e por isso há motivos para se ter esperança.