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Cuidados Tempo de leitura: 2 minutos

Cosméticos e o Microbioma da pele

Novas tecnologias avançam para formulações “amigáveis” ​​ao microrganismos que habitam o nosso corpo

Por: Almir

Nossa pele é o lar de milhões de bactérias, fungos e vírus que compõem a microbiota. Semelhante ao do nosso intestino, os microrganismos da pele têm papel essencial para proteção do sistema imunológico. Por isso é tão importante prestar atenção aos cosméticos utilizados.

Por ser o maior órgão do corpo humano, a pele é colonizada por microrganismos benéficos que servem como uma barreira para prevenir a invasão de patógenos. Em circunstâncias em que essa proteção é “quebrada” ou quando o equilíbrio entre comensais e patógenos é perturbado, pode ocorrer doenças de pele ou mesmo doenças sistêmicas.

Sempre atenta às inovações, a indústria da beleza – obviamente – não subestima o papel fundamental que a pele desempenha no corpo. Diariamente, o microbioma (comunidades bacterianas) está sujeito a ataques químicos e físicos (por exemplo, produtos de higiene pessoal, maquiagem, roupas, detergentes, poluição, etc.).

Pesquisas em avanço

Muitos laboratórios de pesquisa trabalham com a recolha de DNA Microbial humano da pele de todos os tipos (normal, seca e oleosa) a fim de estudar dispositivos, padronizá-los e, assim, tentar simplificar os processos e conquistar os melhores benefícios em cosméticos.

As novas tecnologias estão abrindo portas para os pesquisadores, permitindo-lhes explorar as comunidades microbianas da pele e as vias imunológicas com mais eficiência. Esta será, sem dúvidas, uma forma de ajudar a acelerar descobertas e levar mais ciência aos cosméticos.

Organismo interligado

O termo microbioma tem um significado muito diferente no mundo da pesquisa sobre saúde e doenças da pele. E, embora muitos cientistas estejam ansiosos para começar a sequenciar amostras coletadas a partir da pele de voluntários para estudos, essa ainda não é uma tecnologia amplamente utilizada. Mas há um vislumbre de revolução nesse espaço de pesquisa.

Um artigo do blog DNA Genotek, por exemplo, destaca uma pesquisa que aponta casos de acne grave hipotetizados como resultado de um desequilíbrio nas várias cepas que habitam nossa pele. Isso pode ser um reflexo das respostas imunológicas que ocorrem em outras partes do corpo. O eczema – que é um exemplo relativamente comum de doença de pele – , também, seria exemplo de uma reação imunológica que acontece no nível do microbioma intestinal.

A ideia de que existe um diálogo cruzado entre os nossos vários microbiomas é uma novidade. O fato de observá-lo como órgãos similares traz uma maior conscientização para a pesquisa em geral. 

Bactérias “do bem”

Com o aumento da popularidade dos probióticos, que poderiam ajudar nossos micróbios intestinais, muitas empresas de beleza agora oferecem formulações para a pele contendo prebióticos e probióticos para ajudar a “reequilibrar” o microbioma da pele ou combater bactérias que se acredita estarem associadas a uma determinada condição (ex.: pele sensível).

Com a pandemia e o crescimento de compras pela Internet, os consumidores podem facilmente pesquisar, obter mais informação e comprar os produtos, realmente, eficazes.

Ainda assim, os cosméticos ainda não são regulamentados da mesma forma  que os medicamentos , dando aos fabricantes a liberdade de fazer alegações amplas – em alguns casos, sem fundamento – sobre o impacto que seus produtos podem ter sobre o microbioma. O ideal é testá-los e procurar por empresas que forneçam informação o suficiente sobre ingredientes e a eficácia dos produtos.