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Inovação Tempo de leitura: 2 minutos

Diferença entre ingredientes de origem natural e de biotecnologia

Confira como esses produtos impactam o mercado de beleza

Por: Almir

Com o aumento da oferta de produtos descritos como ‘green’, o consumidor pode ficar meio confuso quando se depara com tanta variedade. Há algum tempo, termos como green beauty, clean beauty e blue beauty passaram a integrar o vocabulário recorrente do mercado HPPC (higiene pessoal, perfumaria e cosméticos). E, além disso, os cosméticos sustentáveis têm conquistado cada vez mais o mercado brasileiro e mundial, bem como um público cada vez mais exigente e consciente.

Mas para se fazer uma transição para cosmética natural é preciso saber diferenciar alguns termos utilizados pelo mercado como os ingredientes naturais e os provenientes de biotecnologia. 

Veja as principais diferenças entre esses ingredientes:

 Cosmético Natural: Para ser considerado natural um ingrediente precisa ter sido extraído de fontes naturais sem modificações químicas. A argila e o óleo essencial de lavanda, por exemplo, podem ser referências de ingredientes naturais.  

A ideia é a utilização de produtos que impactam de forma menos negativa no meio ambiente, além de utilizar matérias-primas renováveis. Muitos tipos de cosméticos podem ser classificados como sustentáveis.

Mas, a técnica de extração de substâncias da natureza, principalmente de vegetais, apresenta algumas desvantagens, como baixo rendimento, a dependência da sazonalidade da matéria-prima, variações no padrão do produto e possíveis problemas ambientais oriundos do extrativismo. 

Cosmético com Biotecnologia: São os produtos que utilizam ingredientes naturais em condições laboratoriais sustentáveis, com auxílio de bactérias, leveduras e fungos filamentosos. Exemplo disso são alguns ingredientes cosméticos, como por exemplo a Trealose e o Propanodiol que são componentes oriundos de biotecnologia limpa e circularidade.

A biotecnologia é um processo que otimiza recursos e é uma reação de maior rendimento. Traz processos que substituem elementos de reação tóxicos e ingredientes de origem animal, como por exemplo o ácido hialurônico, que agora pode ser produzido por biotecnologia, tornando o ingrediente vegano.

Em relação aos animais, temos o exemplo do esqualeno, que é extraído do óleo de fígado de tubarões, e traz benefícios para a pele como hidratação, antioxidante e estimulação de colágeno. Para deixar de explorar tubarões, muitas empresas já produzem o esqualeno a partir da fermentação de cana-de-açúcar.

A síntese química surgiu como uma forma de contornar os problemas de rendimento que a extração possui. A produção de cosméticos naturais baseada em plantas usa muitos recursos, como área de cultivo, água, energia e trabalho humano.

Em contrapartida, algumas indústrias cosméticas têm aumentado o uso de compostos com ação conservante, surfactante, fragrâncias, corantes, etc.. na formulação de produtos cosméticos. Tais substâncias potencializam a qualidade, propriedade e prazo de validade dos cosméticos, mas, por outro lado, muitas dessas substâncias são tóxicas para o corpo humano, apresentando riscos à saúde que variam de uma reação simples de hipersensibilidade leve a um processo anafilático ou até uma intoxicação letal. O mercado, porém, tenta incentivar melhorias na busca de novas metodologias para controle de qualidade na produção e consumo de produtos cosméticos em todo o mundo.

 Melhor escolha

Atualmente, os consumidores exigem cada vez mais que as empresas adotem práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental (uso de energia, disponibilização de resíduos e seleção de matérias primas de baixo impacto na natureza e, também, se comprometam do ponto de vista ético e de inclusão social).

Diante disso, a melhor opção é escolher produtos de empresas que sejam mais transparentes em suas comunicações.