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Inovação Tempo de leitura: 3 minutos

Entenda a diferença entre reciclável, biodegradável e compostável

Saiba distinguir os conceitos que visam minimizar as agressões ao meio ambiente

Por: Almir

Reciclável, biodegradável e compostável. Esses três termos são usados quando o assunto é sustentabilidade, são igualmente importantes para a causa ambiental, mas bem diferentes entre si.

O que é reciclável nem sempre é biodegradável; já nem tudo o que é biodegradável pode ser compostável; mas tudo o que é compostável é biodegradável. Parece confuso, mas os conceitos são simples e muito importantes para quem quer aderir a um consumo mais consciente. 

Reciclagem é a renovação de material descartado

O termo consiste em transformar em algo novo o que, muitas vezes, é considerado desperdício. Ou seja, é a utilização de processo industrial para a criação de algo novo que possa ser reaproveitado para as mesmas ou outras funções.

A reciclagem de papel é a mais conhecida e difundida mundialmente; já a do plástico ainda é muito discutida, pois existem sete tipos diferentes de embalagem de plástico e somente algumas delas são passíveis de reciclagem. O que os difere, basicamente, é que os materiais são divididos em termoplásticos e termorrígidos, sendo, respectivamente, recicláveis e não recicláveis a altas temperaturas. 

É importante saber que sendo reciclável ou não, o descarte incorreto do plástico pode ser muito nocivo para o meio ambiente e para a saúde humana. Por isso, é fundamental fazer a coleta seletiva a fim de que o material chegue ao seu destino certo.

O Brasil, no entanto, ainda apresenta grande problema no descarte de resíduos. De acordo com dados de pesquisas do Ibope, da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ainda que 77% dos brasileiros saibam que a grande maioria dos plásticos é reciclável, e 73% das cidades no país possuam alguma iniciativa de coleta seletiva, somente 13% do lixo é destinado de forma correta para a reciclagem.

Outro ponto importante é que o plástico não pode ser reciclado infinitas vezes, o que torna a sua utilização ainda mais questionável e perigosa para nós e para o meio ambiente.

Biodegradável é o produto que pode ser decomposto naturalmente 

Esse é um conceito que ainda gera muita discussão quando se refere à compatibilidade ambiental. Para se degradar, um produto precisa da ação de micro-organismos, como bactérias ou fungos, e essa ação pode levar mais tempo do que se imagina. 

Orgânica, uma casca de banana, por exemplo, pode demorar até dois anos para se decompor. Uma sacola plástica jogada no mar, então, demora 10 a 20 anos a depender apenas da ação dos micróbios. Já o papel, de uma forma geral, leva de três a seis meses para se desfazer na natureza.

Ou seja, o tempo para a decomposição de um produto faz toda diferença para a questão da sustentabilidade ambiental, uma vez que prevê suprir as necessidades do presente sem afetar as gerações futuras. Por isso, muitos produtos biodegradáveis são feitos com materiais à base de ingredientes como a mandioca e o milho, que se degradam mais facilmente.

Feitos com o material certo, os biodegradáveis são uma boa alternativa para diminuir o volume de lixo e os impactos negativos do lixo no ecossistema. 

Vale a pena ressaltar que para um produto ser considerado biodegradável ele não precisa se degradar 100%, ou seja, é “aceitável” que ele ainda gere resíduos mesmo depois de se degradar, o que não significa que o impacto desse material será positivo para nossa saúde e para o meio ambiente. A maioria das normativas aceita que um produto seja considerado biodegradável com um percentual de degradação acima de 60%. 

Compostável é a transformação de matéria orgânica em nutrientes

Essa é uma maneira de transformar resíduos orgânicos como restos de comida, folhagem, flores, madeira não tratada etc., em material rico e cheio de nutrientes.

Até bem pouco tempo utilizada apenas no processo industrial, hoje a compostagem ganha espaço no dia a dia. Muitas pessoas, inclusive, já estão utilizando lixo orgânico caseiro para cultivar pequenas hortas. 

Seja reciclável, biodegradável ou compostável, o mais importante é ter a consciência de que tudo o que for consumido será, de alguma maneira, devolvido ao meio ambiente. Isso alimenta a economia circular associando, assim, o desenvolvimento econômico a um melhor uso de recursos naturais. Boas escolhas refletem no futuro do planeta.