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Inovação Tempo de leitura: 2 minutos

Entenda as diferenças entre cosméticos naturais, orgânicos e sintéticos

Veja como identificar produtos verdes nas prateleiras

Por: Redação

O interesse por produtos sustentáveis tem aumentado ao longo dos anos, desde a escolha das embalagens a processos de produção que não agridem o meio ambiente.

Estes produtos, geralmente, são classificados por agências reguladoras em suas diferentes categorias. E, com tanta volatilidade e diversificação no mercado da beleza, é comum ficar confuso na hora de escolher um produto para consumo.

Mas como diferenciar os produtos?

  • Cosméticos Orgânicos 

Os produtos orgânicos têm por princípio serem produzidos com base na sustentabilidade e sua matéria-prima ser proveniente de uma agricultura sem uso de pesticidas ou organismos geneticamente modificados. 

No Brasil, embora exista uma legislação específica para produção orgânica, a normativa referente à certificação de cosméticos ainda não foi elaborada. Portanto, não existem exigências oficiais definidas neste mercado. Mas certificadoras como a Ecorcert fazem essa classificação de produtos através de uma lista de ingredientes orgânicos. Ou seja, é apenas uma questão de certificação para que um produto seja classificado como orgânico. E esses produtos não são necessariamente veganos. 

  • Cosméticos veganos 

Para que sejam considerados veganos, os cosméticos não podem conter ingredientes de origem animal – como mel, leite, cera de abelha, lanolina ou colágeno, muitas vezes encontrados em cosméticos naturais. Eles também não podem ter sido testados em animais.  Os cosméticos veganos também podem ser identificados por meio de selos como o “Cruelty Free” e o ” Certified Vegan”.

Mas, nem sempre esses produtos têm conservantes naturais. Apesar de não conter nenhum ingrediente de origem animal, eles podem conter ingredientes sintéticos como os parabenos, sulfatos, entre outros.

  • Cosméticos Naturais

Os ingredientes não são significativamente modificados em sua forma original. A composição de cosméticos e maquiagens deve ter algo em torno de 80% de matérias-primas retiradas da natureza. Mas ainda não existe um consenso, e as certificadoras adotam diferentes percentuais do que consideram aceitável dentro de um cosmético natural, o qual não necessariamente precisa ser orgânico. Derivados de biotecnologia, de fontes renováveis, que não façam mal ao usuário e ao planeta, sem uso de fragrâncias e nem conservantes sintéticos, corantes artificiais, sem derivados de petróleo ou plásticos. Diferentes dos orgânicos, eles não necessitam de um rígido processo de verificação. Mas deveriam ter.

  • Cosméticos Sintéticos

Muitos dos ingredientes de cosméticos e maquiagens são desenvolvidos em laboratório ou são de origem animal. Os ativos artificiais que compõem esses produtos imitam matérias-primas da natureza, com mecanismos de ação similares. Nas composições dos produtos, frequentemente, são encontrados corantes, conservantes, álcool, parabenos, metais pesados, além de ingredientes químicos nocivos à saúde. Além disso, muitos desses produtos são testados em animais.

Ser verde

Os cosméticos orgânicos e naturais apresentam similaridade qualitativa nas formulações, porém são quantitativamente diferentes. Eles não podem conter matérias-primas sintéticas ou semi-sintéticas nas formulações, com algumas exceções. Podem conter matéria-prima derivada de produtos naturais com processos permitidos e precisam conter matérias-primas de origem orgânica – das quais varia na quantidade presente em produtos naturais ou orgânicos.

Para ser considerado ‘verde’, os produtos devem ser sustentáveis desde a sua concepção até a fabricação. A embalagem é outra questão muito importante nesse processo, além da redução do acondicionamento, uma embalagem ideal gera o reaproveitamento ou a reciclagem, evitando o descarte inadequado.