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Inovação Tempo de leitura: 3 minutos

Extratos vegetais são a nova aposta da neurocosmética

Neurociência usa conexão entre pele e cérebro para criar novos ingredientes para cosméticos

Por: Almir

A indústria da cosmetologia está sempre se modernizando através de constantes pesquisas científicas. Nesse movimento, vários desses estudos têm feito descobertas de novos ingredientes funcionais através da neurocosmética, que é a evolução da cosmética sensorial.

Segundo pesquisa realizada pelo departamento de química da Universidade de Bari Aldo Moro, Itália, publicada no periódico MDPI, muitas marcas começaram a formular produtos neurocosméticos que agem no sistema nervoso cutâneo, afetando os neuromediadores da pele por meio de diferentes mecanismos de ação.

Veja aqui a pesquisa completa

O estudo voltou a atenção aos ingredientes neurocosméticos para o combate ao estresse cutâneo, que também está relacionado ao envelhecimento da pele. No estudo são apresentados ingredientes “neuro-relaxantes” derivados de extratos vegetais, o uso de peptídeos (responsáveis pela comunicação e proliferação celular) como alternativa ao botox e estratégias para combater as respostas inflamatórias da pele relacionadas às agressões do dia a dia.

Na pesquisa, eles citam como exemplo um derivado de composto de metol como sendo um ativo comum utilizado em neurocosméticos. Nas formulações, quando esse ativo entra em contato com as terminações nervosas da pele, proporciona as sensações de quente e frio.

Beleza com ciência

A neurociência é um ramo da ciência que estuda, entre outras coisas, o funcionamento do sistema nervoso. E, os neurocosméticos são considerados parte da evolução do setor da beleza à medida que desenvolve produtos destinados, principalmente, ao retardo ou minimização dos sinais advindos do envelhecimento fisiológico e precoce, algo que tem sido alvo de grande procura pelos consumidores.

Há uma conexão entre as células nervosas e as da pele: as nervosas produzem mediadores que atingem seus alvos na superfície das células da pele e estas produzem mediadores que regulam as funções metabólicas das células nervosas. É importante dizer que o ser humano tem terminações nervosas na camada basal da pele, ou seja, existem células nervosas na pele. Quando aplicado na epiderme (camada mais superficial da pele), os neurocosméticos, então, atuam nas terminações nervosas da derme.

Os ingredientes funcionais neurocosméticos podem ser formulados em diferentes formas direcionadas para cada tipo de pele e idade do consumidor. 

Opinião da Oxyeau

  • Os cosméticos que penetram profundamente na pele (na derme), são arriscados pois não só o ativo trabalhado – ex.: anti-aging – será absorvido, mas também as outras substâncias da composição. Isso é extremamente perigoso, pois não sabemos o que pode estar permeando a barreira da pele e entrando em contato com nossa corrente sanguínea e órgãos. Para as nossas formulações, escolhemos os melhores e mais seguros ingredientes. 

Os desafios da neurocosmética

De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de cosmetologia aplicada à estética do SENAC foi possível observar os benefícios dos neurocosméticos, especialmente, no que diz respeito à sua ação protetora e renovadora.

É importante em todo processo de estudo e fabricação de cosméticos que se respeite o status regulatório dos produtos e a avaliação da segurança para garantir sua qualidade e eficácia evidenciados.

Vale ressaltar que os cosméticos são desenvolvidos para um uso específico, e dotados de diversas características que podem apresentar por meio de diferentes mecanismos de ação. Em particular, a área de cosméticos funcionais visa a formulação de produtos para restaurar o equilíbrio normal da pele, prevenindo ou neutralizando o aparecimento de eventuais manchas.

O progresso da ciência ajuda a melhorar a aparência e o bem-estar da pele, e com o conhecimento sobre a importância da conexão biológica e fisiológica entre pele e cérebro, inclusive estudos que também tratam das doenças psicossomáticas (alergias, enxaquecas, doenças de pele, entre outras), temos um importante avanço da ciência cosmética.

Por isso, as pesquisas de desenvolvimento são tão importantes para que se permita um novo mundo de benefícios e reivindicações para uma rotina de beleza não convencional e muito mais eficaz.

Em resumo: no que diz respeito à neurocosmética, o conceito de neurocosmética está intrinsecamente relacionado com o próprio conceito de cosmética. Ou seja, embora os cosméticos, por definição, não sejam considerados medicamentos, ele pode ser considerado psico cosmético, pois traz para as pessoas o benefício do autocuidado, ajudando a mudar a percepção sobre si mesmo. Dessa forma, auxilia as pessoas a dar atenção às suas próprias necessidades corporais, mentais e psicológicas fomentando, assim, a auto estima.