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Maternidade real: Giovanna Nader revela pressão por ser mãe “lixo zero”

Em entrevista, a consultora de moda ensina como lidar com as pressões de ter uma vida consciente

Por: Caroline Borges

A maternidade costuma trazer profundas mudanças para toda mulher. Mas no caso de Giovanna Nader, o nascimento de Marieta, 3 anos, trouxe mais do que uma transformação: trouxe uma intensa e verdadeira consciência sustentável. Em entrevista para o caderno Ela, do Jornal O Globo, a consultora de moda e influenciadora digital conta que a moda foi o fio condutor para o seu “despertar”. Mas foi o nascimento da filha lhe trouxe um confronto de ideias e ideais. 

 “Durante o puerpério, me deparei com questões muito fortes. Pensava quando a Marieta tivesse 30 anos e oceanos com mais plástico do que peixes, como seria… Pensar no futuro dela foi meu grande começo ”, revela.

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 Imbuída pelo instinto maternal, ela começou a criar uma horta caseira e, hoje, toda salada que coloca no prato da filha vem do quintal. Giovanna diz acreditar muito na “soberania alimentar” e que é possível plantar, mesmo sem ter grandes espaços. “Dá para produzir em canteiros nas ruas, ocupando o espaço público com agroflorestas e cultivar comida.

 Consciência para toda vida

A conscientização ecológica, porém, sempre esteve presente na vida de Giovanna. Formada em Administração, entrou para o universo da moda mas logo se desencantou com os “excessos” do setor.  Por conta disso, em 2013 lançou o Projeto Gaveta, evento de trocas de roupa que acabou por embalar um movimento consciente e sustentável.

Durante os primeiros dias de pandemia, isolada em casa, a consultora passou a se questionar sobre o que poderia fazer para aplacar a própria angústia. Foi quando nasceu o podcast “O Tempo Virou”, que fala sobre conscientização ecológica. “A pandemia descortinou a desigualdade. Como disse Chico Mendes, pensar a ecologia sem falar da luta de classes é fazer jardinagem”, acredita a consultora, que no período de isolamento também escreveu e lançou o livro “Com que dois últimos anos?”, um guia de como reinventar a relação com o consumo.

Apesar da causa ecológica ser urgente, Giovanna frisa que procura praticar uma sustentabilidade sem neuras. Ela conta, por exemplo, ter se frustrado nos primeiros anos da minha filha ao tentar abraçar todas as boas práticas – como não usar lenços umidecidos – de uma só vez. “Ser uma mãe lixo zero é uma pressão gigantesca. Vejo muita gente com eco ansiedade. Já é tanta coisa para se culpar na criação de um filho, ter mais essa, é maldade. Para além das mudanças individuais, o importante é que as empresas se responsabilizem pelo seu lixo, que haja instituições internacionais pensadas na ecologia e no social”, avalia.