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Cuidados Tempo de leitura: 2 minutos

O crescimento do mercado e do consumo de produtos waterless

Produtos sólidos ganham força e espaço no mercado brasileiro

Por: Almir

Os cosméticos sólidos fazem parte de uma das tendências mais fortes do clean beauty. Os cosméticos em barra ganharam as prateleiras físicas e virtuais, nunca se falou tanto sobre a transição de produtos convencionais para os em barra e o termo Waterless ou beleza sem água (em tradução livre) apareceu com força na indústria da beleza.

O Naturalíssima aponta em um artigo que os produtos em barra não são novidade para quem acompanha a cosmética natural desde quando as categorias “natural” e “artesanal” eram as mais conhecidas e as principais possibilidades para um consumo de beleza com menos impacto. 

Veja aqui a matéria 

Alguns artigos mundiais, inclusive, apontam que o conceito – que começou originalmente na Coréia do Sul – vem ganhando força pelo mundo desde 2015. Por aqui já ouvimos falar deles desde 2012.

Um cosmético quase sem água

A água tem a função de solvente nas formulações cosméticas. Por isso, é um dos ingredientes mais comuns para dissolver, solubilizar ou diluir os demais ingredientes. O líquido tem as características ideais para o crescimento de bactérias e fungos. Por isso, em formulações com maior quantidade de água, um sistema conservante efetivo é tão necessário. 

O problema é que por ser segura para a saúde humana e para o meio ambiente, a substância aquosa é geralmente usada para preencher uma boa parte da fórmula.

Uma única barra sólida de shampoo ou condicionador, por exemplo, dura de 2 a 3 vezes mais do que o líquido. Isso acontece porque, de modo geral, elas são feitas com ingredientes ativos concentrados.

Os shampoos engarrafados contêm 80-90% de água. Isso significa que você está pagando por um produto aquoso. Já as barras podem conter pouca ou nenhuma água em sua composição.

E o uso de barras não acarreta apenas em uma economia de dinheiro. A produção de shampoos waterless pode gerar em média uma reserva de sete litros de água a cada 400 gramas de shampoo. Ou seja, isso impacta diretamente no consumo consciente e, consequentemente, na economia circular.

Os produtos sólidos no Brasil

Se as marcas artesanais abriram o caminho para os produtos em barra, a disseminação do clean beauty deu o empurrão necessário para as marcas brasileiras criarem produtos sólidos.

Muitas empresas já estão fazendo a transição para fórmulas mais conscientes e 100% sem água. Produtos mais concentrados (com ativos que substituem a água) podem gerar mais custos e, consequentemente custam mais, mas vale lembrar que quase sempre a periodicidade de compra desses produtos é menor.

O conceito waterless beauty propõe produtos com menor utilização de água, tanto em relação à produção, quanto à composição do próprio produto. E já podemos encontrar no mercado brasileiro shampoos e sabonetes sólidos (e, no exterior, até versões em pó), desodorantes em bastão; e até produtos mais específicos para a pele, como protetores ou hidratantes. É o que se chama skincare minimalista, sustentável e consciente.