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Inovação Tempo de leitura: 3 minutos

Pesquisa aponta as motivações que importam para os consumidores de hoje

Estudo mostra que compradores estão dispostos a pagar mais por produtos que carreguem bons valores

Por: Almir

A pandemia obrigou os consumidores – em massa – a mudar suas expectativas mais rápido do que vimos em qualquer outro momento da história. Em 2021, as pessoas passaram a olhar mais para dentro, elevando conceitos de relacionamento e responsabilidade e reavaliando suas prioridades. Agora, muitos deles estão aplicando suas novas mentalidades sobre onde, o que e como compram. Por meio de suas opções de consumo, aliás, eles buscam influenciar suas comunidades e o meio ambiente e confirmar sua posição no mundo.

Recente pesquisa da Accenture, com mais de 25.000 consumidores em 22 países, com  grupos de discussão e acompanhamento em outras cinco nações, confirma isso: Um total de 50% dos consumidores diz que a pandemia os fez repensar seu propósito pessoal e reavaliar o que é realmente importante; Já 42% deles dizem que a pandemia os fez perceber que precisam se concentrar mais nos outros do que em si mesmos.

Esses consumidores – chamados de “Reimaginados” – estão mudando seus hábitos de compra, de acordo com 14 setores mapeados pela pesquisa. Ao fazer isso, eles estão criando oportunidades para as empresas que respondem à tendência, redefinindo estratégias e criando novos padrões para atender e superar suas expectativas.

Veja aqui a pesquisa completa 

A pesquisa revela preferências que são poderosas o suficiente para impulsionar a troca de marca (“devo ficar?”) e a disposição para gastar mais em um produto (“eu pagaria?”).

O consumidor reimaginado representa um poder de compra significativo

Apenas 17% dos consumidores – aqueles chamados de tradicionais – disseram que não mudaram seu comportamento de consumo por conta da pandemia. Os 33% restantes têm mentalidades que ainda estão em evolução, mas acredita-se que muitas delas também estão mudando e – juntamente com os reimaginados – representam uma oportunidade para as empresas conquistarem participação no mercado.

Na verdade, embora todos tenham suas próprias experiências pessoais e reações à pandemia, esses consumidores incorporaram considerações de compra que antes eram periféricas, emergentes e em grande parte, confinadas a subconjuntos demográficos.

Embora as disparidades nas mentalidades dos consumidores entre os países possam ser explicadas por diferenças culturais, elas também são uma representação precisa do impacto desproporcional da pandemia em diferentes nações, que indicam que as preferências dos consumidores continuarão a evoluir em ondas semelhantes aos efeitos da pandemia.

Embora o preço e a qualidade tenham sido – e continuem sendo – as motivações dominantes na lógica de escolha dos consumidores, sua influência diminuiu entre os consumidores reimaginados. 66% deles disseram que agora esperam que as marcas assumam mais responsabilidade em motivá-los a viver de acordo com seus valores e fazer com que se sintam mais relevantes no mundo, contra 16% dos consumidores tradicionais.

Vemos isso não apenas como um efeito pandêmico, mas também como uma consequência inevitável de longo prazo da mudança para tecnologias digitais que informam e permitem compras – acelerada pela pandemia. Considere a facilidade e a rapidez com que os consumidores podem verificar os preços na internet e ter uma forte noção da qualidade de uma oferta, por meio de recomendações e avaliações.

Novos consumidores avaliam melhor as empresas

A pesquisa ainda revela cinco motivações de compra distintas, orientadas em torno do desejo de se sentir melhor e ter confiança nos produtos, serviços e empresas que patrocinam. São eles: Saúde e segurança; Serviço e cuidados pessoais; Facilidade e conveniência; Origem do produto; e confiança e reputação.

Esses últimos se destacam através dos bens de consumo e serviços. Os novos consumidores estão muito mais dispostos a pagar mais e mudar para outros fornecedores, para comprar de marcas que realizam ações visíveis para um impacto social positivo.

Diante disso, as empresas têm se esforçado para atender às necessidades dos consumidores ao longo da pandemia. As percepções sobre a disposição dos consumidores de trocar, ficar ou pagar por causa de uma ou várias ofertas, ajudam as empresas a entender o risco e as recompensas de cada cenário.

O estudo destaca que os clientes nunca estiveram tão abertos para abraçar novas experiências e formar novos hábitos. E seria essa a hora das empresas estruturarem toda a organização para criar experiências que capturem as demandas em evolução dos consumidores, em todos os aspectos das operações.