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Inovação Tempo de leitura: 2 minutos

Produtos “livres de” invadem a indústria da beleza

Os claims nos rótulos de embalagens devem espelhar as formulações

Por: Almir

Nunca se viu tantos rótulos com a descrição “livre de”. O mundo até parece ter entrado numa onda de honestidade absoluta. Muitas marcas, realmente, têm reavaliado processos e análises de produtos, mas há que se ficar atento a uma possível massificação de claims – informações complementares presentes nas embalagens – que agregam valor ao produto e destacam benefícios, mas podem ser apenas uma forma de chamar a atenção de consumidores.

A Atualidade Cosmética traz um artigo com um alerta sobre a importância de se dar atenção a esses gatilhos criados pelo mercado. A pressão realizada por reguladores globais da indústria cosmética – sobretudo da União Europeia – por uma lista de ingredientes cujo uso é proibido em todas as formulações de produtos de higiene pessoal e beleza, tem causado grande impacto para alguns fabricantes.

Veja aqui a matéria completa 

Pesquisa de ingredientes

Muitos ingredientes tradicionalmente usados pelo mercado da beleza e que foram apontados com algum grau de toxidade – e possivelmente carcinogênicos – estão sendo reavaliados ou proibidos. Várias empresas, inclusive, já estão se mobilizando para bani-los de suas formulações. Esse é um processo que implica em ter que refazer toda a avaliação de segurança de fórmulas, processos e testes de estabilidades, portanto, muitas empresas acabam adiando as mudanças ou simplesmente adequando fórmulas de forma mais simples, apenas para se inserir no movimento do mercado e dos consumidores, mas, muitas vezes, essas alterações são apenas “maquiagens”. 

No Brasil, como muitas dessas restrições ainda não foram incorporadas à legislação, essa obrigatoriedade não existe. Ou seja, de um lado, a legislação permite o uso desses produtos, o que, de certa forma, garante a segurança do consumidor; de outro, já existem no mercado alternativas mais seguras e modernas.

Diante disso, a profusão de claims “livre de” nos lançamentos da indústria cosmética, devem ser olhados com mais atenção e cuidado pelos fabricantes, mas, principalmente, por quem compra os produtos. Uma embalagem até pode conter uma chamada atrativa, mas as informações ali contidas devem ser confirmadas pelas marcas.