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Inovação Tempo de leitura: 2 minutos

Queda de cabelos pós-covid é reversível, diz SBD

A perda dos fios é um dos efeitos tardios mais comuns da Covid-19

Por: Almir

A queda de cabelo é uma das principais queixas de pacientes após se recuperar da Covid-19. Mas esse sintoma não é uma particularidade exclusiva apenas de quem foi infectado pelo coronavírus. Fabiane Mulinari Brenner, presidente do Departamento de Cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ressalta em entrevista ao site da associação que a perda de fios é muito comum em pacientes que têm graves infecções. A principal diferença é que no pós-covid ela acontece de forma muito mais precoce. 

“Em diversas infecções graves, como a pneumonia, pode ocorrer o mesmo fenômeno entre dois e três meses depois. Entretanto, trabalhos realizados por pesquisadores estrangeiros revelam que, na covid-19, a queda acontece muito mais cedo, sendo percebida de seis a oito semanas depois da doença”, conta a profissional.

Veja aqui a matéria completa 

Um estudo publicado no periódico Scientific Reports analisou dezenas de estudos sobre o tema, envolvendo um total de 48 mil pacientes. Foram listados os 55 sintomas mais comuns da chamada síndrome pós-covid. Os 5 mais comuns foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e falta de ar (24%).  

Dados de uma outra pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas (HC), também apontam que cerca de 70% dos pacientes que tiveram covid-19 um ano após a alta hospitalar apresentam algum tipo de sequela, dentre elas a queda de cabelo.

A queda de cabelo pode ser controlada

O Dr. Eric Berg, quiropraxista especializado em dieta cetogênica e jejum intermitente,  publicou um interessante vídeo explicando a conexão entre a falta da vitamina lipossolúvel com a saúde do couro cabeludo ( veja aqui ). Segundo ele, a deficiência de vitamina D pode ser um dos fatores essenciais para a perda de cabelos. 

Já Brenner explica que existem vários fatores que podem contribuir para esse sintoma no pós infecção. A febre alta, por exemplo, é um deles. “A própria infecção, o emagrecimento, o estresse pela doença ou a redução da oxigenação do folículo capilar também justificam essa alteração”, explica a profissional. Um a cada quatro pacientes que têm covid-19 com sintomas estabelecidos, excluindo os assintomáticos, costumam apresentar queixa de queda capilar depois do evento.

No entanto, as pessoas que tiveram essa sequela não precisam ficar preocupadas, pois a tendência é que os fios voltem a crescer normalmente. A dermatologista informa que o processo de reposição capilar costuma ser mais lento, pois costumam cair muitos fios e a recuperação de volume demora. O cabelo, geralmente, cresce um centímetro por mês; Sendo assim,, ao final de 75 dias, em média, os fios acabam voltando a ter densidade. “Não é uma queda cicatricial, isto é, não deixa cicatrizes. O paciente vai ter uma perda abrupta, mas esse cabelo vai se recuperar na sequência”, conclui Brenner.

No caso de quem tem doenças prévias ou alteração anterior no couro cabeludo, como calvície, os sintomas podem se estender um pouco mais. Nessas situações, a somatória de queda de cabelos decorrente da covid-19 pode deixar realmente o couro cabeludo mais sensível. 

Caso apareçam os sintomas, recomenda-se uma consulta com o dermatologista. É o profissional competente para fazer um diagnóstico adequado e prescrever tratamentos para enfrentar o problema.